15 de set de 2014

Pessoas inteligentes podem ter mais dificuldade com as tomadas de decisões


Inteligente e indeciso

Quem não conhece aquele cara inteligente e bem-sucedido, mas que só tomou olé de mulher e a vida pessoal é uma desgraça? Amigos que prometiam chegar longe — por seus intelectos precoces e geniais lhes terem garantido muitas coisas na vida — de repente ficam à mercê de uma escolha pequena, mas claramente mal resolvida.



De acordo com Ira Hyman, professor de psicologia da Universidade Western Washington, tudo depende da sua capacidade de memória, e o volume de informações que você consome. Especialista em memória, Hyman já publicou inúmeras pesquisas sobre experimentos que ele mesmo fez para entender a relação entre a memória e eventos traumáticos, cegueira por desatenção e até letras de música. Confira só o que ele descobriu sobre o papel da inteligência sobre as nossas escolhas na vida.

Ser crítico não é ser o máximo.
Assumimos que é bacana ser inteligente. Que pessoas inteligentes costumam tomar sempre as melhores decisões. Mas os mais espertos podem ser tão bons no raciocínio que conseguem chegar à conclusão ou desfecho lógico que quiserem — não necessariamente aquele que precisam.

Informação demais pode atrapalhar suas decisões.
Se as pessoas fossem mais bem informadas teríamos mais consenso em questões básicas da nossa existência, como por exemplo as científicas. O acesso à informação e o pensamento crítico deveria nos guiar até respostas melhores. Sempre pensamos que a educação é uma das grandes respostas para grandes tabus. Mas  estamos errados ao pensar assim. Ser inteligente e informado é o grande problema em muitos casos. Pessoas astutas frequentemente chegam a más conclusões em relação a questões há muito tempo resolvidas pela ciência.

Inteligência pode‘cegar’a razão
Pessoas inteligentes também são mais propensas a rejeitar evidências científicas. Elas são tão boas na argumentação racional que conseguem chegar às conclusões que querem. E más conclusões sobre fatos comprovados cientificamente colocam esses indivíduos em risco por suas próprias decisões.

E ser inteligente é parte do problema. Tudo porque a “alta capacidade de raciocínio não é garantia de resposta certa”, salienta Ira Hyman. “Ser inteligente te permite avaliar e rejeitar criticamente uma evidência inconsistente com o seu ponto de vista. Em outras palavras, ser inteligente proporciona mais meios de sustentar a sua resposta predileta”, explica o especialista.
O problema do pensamento crítico
Em essência: mais informação e habilidades no pensamento critico podem piorar as coisas.

Estudos comprovam que mais informação não muda tanto assim as pessoas. Em vez disso, elas usam a informação que absorvem pra justificar e defender seus pontos de vista. Mais informação pode nos tornar mais extremos.

Mas então qual é o problema com o pensamento? Pensar é uma atividade guiada por nossas estruturas gerais de crença. Temos ideias, e geralmente essas ideias estão associadas com vários aspectos de nossa identidade.

O mecanismo parece simples, mas não é. Quando somos confrontados por um problema, temos ideias sobre qual é a resposta correta. Neste momento, estamos mais abertos a indícios que estejam de acordo com nossas crenças pré-existentes. Ficamos mais críticos a informações inconsistentes com nossas percepções. Ou seja, a que a gente se lembra do que interessa e rejeita o que não nos interessa!

“Mais informação me permite defender melhor minha posição, mesmo quando a informação não bate com as minhas opiniões. Ao pensar cada vez mais criticamente, esses processos vão nos tornando mais extremos”, alerta Hyman.

Segundo psicólogos da Universidade de Amsterdã, na Holanda, tudo muda se, antes de tomar uma decisão complexa, você for dar um rolê, ou se ocupar com qualquer outra coisa. Agora você já sabe: Pensar demais sobre o mesmo assunto não vai ajudar a chegar à melhor solução. Vale a pena mesmo segurar a onda e pegar leve!

Via:Areá H
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